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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ler, tarefa difícil


José Saramago
Leio Saramago. Dono de um texto recheado de percepções sutis, sua pena é ágil. Saramago tem magia, suas provocações tanto se eternizam como se universalizam.
Resolvi copiar um trecho de A Caverna.
Entendo que ler, tarefa difícil, implica em ir além.
Mas qual além?
Deixemos que  o próprio Saramago diga no diálogo entre Cipriano Algor e Marta, a filha:
“Vivi, olhei, li, senti, Que faz aí o ler, Lendo, fica-se a saber quase tudo, Eu também leio, Algo portanto saberás, Agora já não estou certa, Terás então de ler doutra maneira, Como, Não serve a mesma para todos, cada um inventa a sua, a que lhe for própria, há quem leve a vida inteira a ler sem nunca ter conseguido ir mais além da leitura, ficam pegados às página, não percebem que as palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa, A não ser, A não ser, quê, A não ser que esses tais rios não tenham duas margens, mas muitas, que cada pessoa que lê seja, ele, a sua própria margem, que seja sua, e apenas sua, a margem a que terá que chegar…”
[A Caverna, Cia das Letras, 2011, pg 77]

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Devemos comemorar o Natal?

Muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são origens pagãs ou católicas, a influência mercadológica nos dias de hoje e uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para os cristãos comemorarem o nascimento de Cristo – atenção, comemorar o nascimento de Cristo – em uma data qualquer (ou no dia 25 de Dezembro). Iremos abaixo apresentar resumidamente alguns argumentos e referências sobre o assunto.
Em 2010 postamos um texto de John Piper onde ele trata sobre a relevância da origem pagã do Natal. John MacArthur respondendo a pergunta “os cristãos devem celebrar o natal?” argumenta:

As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.
Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:
Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).
De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.


Mark Driscoll diz que quando se trata de questões culturais os cristãos têm três opções: Rejeitar, Receber ou Redimir.

Receber – Há coisas na cultura que fazem parte da graça comum de Deus a todas as pessoas, as quais um cristão pode simplesmente receber. É por isso que, por exemplo, estou digitando em um Mac e vou postar neste blog na internet sem ter que procurar um computador ou um formato de comunicação expressamente cristãos.
Rejeitar – Há coisas na cultura que são pecaminosas e não benéficas. Um exemplo é a pornografia, que não tem valor redentor e deve ser rejeitada por um cristão.
Resgatar – Há coisas na cultura que não são ruins em si mesmas, mas podem ser usadas de uma forma pecaminosa e, portanto, precisam ser resgatadas pelo povo de Deus. Um exemplo que teve grande repercussão na mídia é o prazer sexual. Deus fez nossos corpos para, entre outros fins, o prazer sexual. E, embora muitos tenham pecado sexualmente, como cristãos, devemos resgatar este grande dom e todas as suas alegrias, no contexto do casamento.


Dentro dessa perspectiva, há aqueles que rejeitam o Natal (e não há problema nenhum, desde que se atentem as repreensões de Paulo em Romanos 14). Cremos, contudo, que temos a oportunidade de resgatar esta festividade, usando-a para os seguintes fins:

Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.
O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).
Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.
Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.


E que Deus nos Ajude!

domingo, 20 de maio de 2012

O universo é infinito.


Eu acredito que o universo é infinito, e que Deus o criador criou tudo, por ser um ser Perfeito, o universo também é, entendo que a bíblia diz a respeito da criação em metáforas, o que corresponde a 7 dias, seria a 6 eras geológicas (Arqueozoica, Proterozoica, Paleozoica,Mesozoica, Cenozoica e a que vivemos hoje). O sétimo dia, Deus descansou. Sendo nessas eras construído todo o processo de evolução até os dias de hoje.

Assim, como na genética, onde os filhos herdam genes dos pais, a natureza e a humanidade em si, possuem a essência de Deus,e caminhamos "evoluindo", porém nós humanos precisamos encontrar essa essência (mas isso será assunto para outra parte).

Bom mas aí você se pergunta, se Deus criou tudo, quem criou Deus? Para essa pergunta conclui que Deus é um ser infinito, ele criou tudo, ele é tudo, mas nós humanos somos seres Finitos, nossa capacidade de pensar é limitada, por isso nosso pensamento é polarizado, ou seja, achamos que tudo tem um oposto, exemplo:
Homem - Mulher
Bem - Mal
Bonito - Feio
Rico - Pobre
Por isso criamos a existência do "nada", o vazio absoluto, só para suprir a necessidade da existência de um não ser, então se falamos que antes de Deus existiu Nada, estamos assumindo a existência de nada, e isso seria um paradoxo, já que o  nada  não existe, pois não existe um vazio absoluto.

Logo, Deus não foi criado, ele sempre existiu, ele sempre foi e sempre será, ele simplesmente É! Como escrito nessa frase de Mahatma Gandhi: "Deus é puríssima essência. Para os que têm fé nele, Deus simplesmente é."

Então, Deus é infinito, como diria Camões: "Uma verdade que nas coisas andam, que mora no visível e no invisível!" 

Assim, concluo que nas minhas reflexões, Deus é o Tudo e ao dar origem a vida ele está em tudo, e como está em tudo, tem o poder de modificar  e intervir em algo quando quiser, mas na maioria das vezes deixa o sistema seguir pelas próprias regras que ele mesmo fez, ação, reação... evolução! Como diz um amigo: " O universo faz parte de Deus e Deus contém o universo e vise versa."



E que Deus nos ajude e conspire ao nossa favor.

domingo, 13 de maio de 2012

O nome de Deus

Segundo a tradução do texto de Êxodo 3:13, 14, na Versão Almeida, edição revista e corrigida, Moisés perguntou: “Quando vier aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.” Sobre este texto, O Pentateuco e as Haftorás (texto hebraico com tradução e explanação em inglês, editado pelo Dr. J. H. Hertz) diz que na frase “Eu sou o que sou. . . a ênfase está na manifestação ativa da existência divina”. Portanto, seu uso como título ou nome para Deus era apropriado, porque Deus, por libertá-los da servidão egípcia, estava para manifestar de modo notável a sua existência com relação ao seu povo. Hertz diz que “a maioria dos modernos segue Rashi [famoso comentador medieval francês da Bíblia e do Talmude] em verter ‘Serei o que eu for’”. Isto concorda com a versão da Tradução do Novo Mundo, que reza: “MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER.”

Deus não estava ali falando sobre a sua existência. Isso seria de pensar em vista do modo como alguns tradutores verteram a expressão hebraica ehiéh ashér ehiéh e ehiéh. Por exemplo, a versão portuguesa do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, 1967, reza: “E Deus disse a Moisés: ‘SOU AQUELE QUE SOU’. E acrescentou: ‘Assim falarás aos filhos de Israel: — EU SOU mandou-me a vós — ’.” No entanto, Deus fala realmente sobre ele ser alguma coisa. Isto é corroborado pela tradução dos Vinte e Quatro Livros das Escrituras Sagradas, em inglês, do Rabino Isaac Leeser, como segue: “E Deus disse a Moisés: SEREI O QUE EU FOR: e ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel: SEREI enviou-me a vós.”

De modo mais incisivo, A Bíblia Enfatizada, de Joseph B. Rotherham, em inglês, verte Êxodo 3:14 como segue: “E Deus disse a Moisés: Tornar-me-ei aquilo que me agradar. E ele disse: Assim dirás aos filhos de Israel: Tornar-me-ei enviou-me a vós.” A nota ao pé da página, sobre este versículo, diz em parte: “Hayah [palavra vertida acima ‘tornar-se’] não significa ‘ser’ essencial ou ontologicamente, mas fenomenalmente. . . . O que ele será não é expresso — Ele estará com eles, ajudador, fortalecedor, libertador.” De modo que esta referência não é à auto-existência de Deus, mas, antes, ao que ele pensa tornar-se para com os outros.

Isto é similar a quando um jovem, tornando-se adulto, medita e diz a si mesmo: ‘O que vou fazer com a minha vida? O que é que me vou tornar?’ Assim, também, quando o único Deus vivente e verdadeiro estava totalmente a sós, ele tinha de decidir o que ia fazer com a sua auto-existência, o que faria de si mesmo, o que se tornaria. Depois de passar na sua solidão uma eternidade de existência antes de criar, ele decidiu tornar-se Criador. Fez um propósito com respeito a si mesmo.

No entanto, o nome pelo qual o único Deus vivente e verdadeiro é conhecido em todas as inspiradas Escrituras Sagradas não é Ehiéh ou “Mostrarei Ser”. No ano de 1513 A. E. C., junto ao monte Sinai, quando Deus milagrosamente inscreveu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra e entregou estas ao profeta Moisés, o próprio Deus soletrou seu nome que ele mesmo escolheu. Escrevendo da direita para a esquerda, Deus escreveu a letra hebraica iode, depois hê, a seguir vau e depois outro hê. Sem dúvida, Deus escreveu no estilo antigo das letras hebraicas, não no estilo moderno das letras hebraicas: הוהי. As letras correspondentes, em português, lidas da direita para a esquerda, são: HVHI; ou, no antigo latim: HVHJ. Todas as quatro letras em hebraico, são consoantes, sem vogais intercaladas entre estas consoantes.

Por isso, não se sabe hoje exatamente como Jeová pronunciou este nome divino a Moisés. Durante séculos, foi escrito por escritores latinos como Jehova. Muitos eruditos hebraicos modernos preferem pronunciar o nome como Iavé ou Javé. Mas, assim como não é o filho que dá nome ao pai, assim a criatura não dá nome ao seu Criador. O próprio Criador dá nome a si mesmo.

Entende-se que este nome sagrado, na realidade, é um verbo, a forma causativa, indefinida, do verbo hebraico hawáh. Assim, significa “Ele Causa que Venha a Ser”. Ora, atrás de todo efeito há uma causa, e atrás de toda causa ou causador inteligente há um propósito. Naturalmente, pois, o nome divino que significa “Ele Causa que Venha a Ser” incorpora em si mesmo um propósito. Assinala o Portador deste nome exclusivo como Aquele Que Tem um Propósito. Certamente, foi nesta qualidade que ele apareceu a Moisés junto ao espinheiro ardente, perto do monte Sinai, e revelou a Moisés o que decidiu fazer. Salientando a permanência ou qualidade duradoura do nome divino, Deus disse mais a Moisés: “Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘Jeová, o Deus de vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó enviou-me a vós.’ Este é o meu nome por tempo indefinido e este é o meu memorial por geração após geração.” (Êxodo 3:15) Este nome memorial não deixou de ser Dele até o dia de hoje. É um nome válido, para nós usarmos hoje.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A história de meu pai.

por Gentil Pereira



Como meus pais tiveram problemas psiquiátricos e na minha adolescência presenciei terríveis distúrbios familiares tanto da parte de meu pai como de minha mãe..

Resolvi então estudar psicologia e até psiquiatria. Mas não fui a nem uma faculdade. Me enfiei de cabeça em livros que falavam sobre o assunto, mas o que me dificultou os estudos foi mesmo a religião.

Nos cultos presenciava papai sendo terrivelmente possuído por demônios.

Na minha cabeça eram demônios que possuíam papai sem saber que ele tinha esquizofrenia média. Nos meus estudos ví que papai sofria de depressão e recorria ao álcool para amenizar a dor da alma.

E a religião foi um cataclisma para ele. Ao invés dele se submeter a ordenanças da igreja, mais se rebelava e se afundava a uma depressão muito maior sendo internado 5 vezes.

Quase morreu com eletro-choques no tempo da ditadura; a exemplo de seu pai que foi preso e passou trinta anos em um manicômio por olhar para uma senhora do capitão.

Hoje recobrado do susto. Papai é aposentado e com 62 anos pastoreia a cinco anos uma igreja na zona sul de São Paulo.

Essa é a história de meu pai.

Augusto Cury em seus livros de psiquiatria aconselha a pessoa que tem depressão, a conhecer sua doença e sua causa.  E não deixar a doença dominar seu intelecto mas sim permitir que seu intelecto domine sua doença.

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FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.   
Augusto Cury

sábado, 28 de abril de 2012

Repensar moldura


Ninguém vive fora de algum círculo. Quando escrevi o livro “Pensando Fora da Caixa” não sugeri o abandono de molduras. Não se pensa sem paradigmas. Propor anarquia intelectual é desatino. Nietzsche afirmou corretamente: “O nada nega a si mesmo”. Quem procura sair de formas busca mudar de lente ou de pedra de arranque. Não cogita cometer suicídio intelectual. Talvez tente criticar pressupostos; quem sabe, desobedecer bitola; com certeza, abrir algum cadeado.
Repensar moldura significa coragem de rir enquanto probos pensadores posam, com olhar compenetrado, de senhores da razão. Não há nada mais ridículo, e ao mesmo tempo engraçado, do que presenciar debate em que acadêmicos discutem a irrelevância do óbvio. Rubem Alves expressou seu desdém por essa moinha árida, que consome filósofos, teólogos e teóricos. Pensar nem sempre garante sentir. Como não desejava refletir o mundo como um espelho frio, disse: “É isso que me separa dos filósofos: sou um amante. Tenho um caso de amor com o universo…”. Para celebrar a vida é preciso esse namoro.
Repensar moldura significa não temer o mundo da sensibilidade. É preciso ousadia para chorar quando o riso se torna fácil e a alegria, banal. Na gargalhada dos medíocres, o pranto se torna virtude. Se galhofa expressar complacência, chegou a hora de lamentar. Compadecer, igual a sofrer com, precisa migrar dos imperativos e virar privilégio.
Repensar moldura significa manter acesa a flama da esperança e em tempos cínicos, sonhar. Esperança se define como a teimosia de plantar uma árvore mesmo se não há mais idade para descansar à sua sombra.
Repensar moldura significa aprender a disciplina da prece. É fazer da contemplação o alimento de uma fé que zomba do pessimismo, acredita em outro mundo possível, pisa os grilhões do destino e profetiza um porvir, em que justiça e paz se beijam.
Repensar moldura significa escolher estrada menos trilhada. Quando a multidão preferir os píncaros, descer aos vales. Se todos acharem que lodaçais crescem, sacudir a lama e alçar o voo das águias.
Repensar moldura significa não ter medo de andar para trás. É desprezar o progresso, achincalhar o sucesso, voltar à idade menina de falar na língua do “P”, apaixonar-se perdidamente,  assombrar-se com a escuridão, ver o mundo grande, fechar os olhos ao grotesco e perceber anjos e fadas ao derredor.
Repensar moldura significa assumir-se. Canhotos não precisam envergonhar-se do canhotismo. Baixinhos não devem se sentir inadequados. Orientação sexual não define caráter. É revoltar-se com as etiquetas imbecis de uma cultura burguesa que parasitou em costumes franceses e, depois, emulou o pior dos Estados Unidos.
Repensar moldura significa desvencilhar-se de afirmações piegas, ridiculamente sentimentais. É preferir a franqueza áspera dos “sem-religião” ao invés da carolice desencarnada dos alienados e por fim, constatar que o ateísmo ético supera em muito a canalhice praticada em nome de Deus. 
( Ricardo Gondim )

Um semeador triste


Vez por outra um sentimento de inutilidade me aterroriza. Sinto-me como um lobo solitário a uivar  para uma lua indiferente. Saio da cama pela manhã, sabendo que o universo não toma conhecimento de qualquer esforço meu. As rodas giram alheias à minha existência. Os dias se sucedem independente do que eu diga, fale, escreva. Não passo de um cisco que não altera a engrenagem da história.
Vivo num meio de caminho entre medíocres e gênios. Alguns elogiam textos meus. Não me iludo, sou mediano. Minha lavra não chegará à mesa de literatos, formadores de opinião, acadêmicos. Não ajudo nem atrapalho o desenrolar da política. Sem partilhar da genialidade dos mestres, não passo de meteoro sem nome a vagar no grande vazio sideral. Jamais escalado para a seleção dos extraordinários, sei: minha pífia contribuição não terá permanência histórica. Repousarei na vala onde os comuns jazem, condenados ao esquecimento eterno.
Não paro de tentar despejar-me no que faço, escrevo, falo. Caço a excelência. Faltam muitos detalhes: competência, pedigree, escolaridade, sintaxe, poesia, criatividade.
Sou semeador de ventos. As sementes que jogo não caem em terrenos bons. Amigo do profeta Ezequiel, guardo a sensação de falar a um povo de coração duro, que não quer ouvir. Por mais que me esforce, continuo incompreendido.  Minha profecia soa glossolalia – língua estranha.  Triste sina de quem vive da fala.
Encarno o Semeador, do poema de Aleksandr Púchkin (1823):
Eu semeador, deserto afora,
da liberdade, fui com mão
pura lançar, antes que a aurora
nascesse, o grão que revigora
nos sulcos vis da escravidão.
Mas todo o esforço foi em vão:
joguei vontade e tempo fora.
Pasce, pois eu te repudio,
ralé submissa e surda ao brio.
Libertar gado é faina ingrata,
pois gado se tosquia e mata.
Herda, por gerações a fio,
canga, chocalhos e chibata.
Talvez esse sentimento de inutilidade venha de uma vaidade messiânica há muito acalentada. Aquiesço: sou mal resolvido em diversas áreas. Às vezes impulsivo. Frequentemente amuado. Não importa. Vale a frustração. Mas se restar algum consolo, repito o lamento do Nazareno. Ele também se frustrou: “Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! [Lucas13.34]. ( Ricardo Gondim)

sábado, 21 de abril de 2012

DEUS É O CRIADOR

por Gentil Pereira

Imaginemos o princípio dos tempos. Absolutamente nada existia. NADA DE NADA. Nem existia a Terra, nem o sol, nem estrela alguma, nem nenhuma matéria nem energia; nem sequera existia o espaço nem o tempo, que são valores físicos que podem variar, como demonstra a teoria da relatividade.

Em resumo, NADA DE NADA. E de repente, o estouro grande da Grande Explosão inicial, também conhecida como Big-bang. Um estouro gigantesco, brutal, que deu origem, após bilhão de anos, às estrelas, galáxias, planetas, ao universo inteiro.
Esta é a teoria aceitada geralmente hoje em dia. E Deus é o responsável dessa criação. Isso como eu o sei? Muito fácil. Porque a ciência explica, na primeira lei da termodinámica, que NADA SE CRIA NEM SE DESTRUE, TUDO É TRANSFORMADO.

Nada é criado da nada e onde há algo não pode deixar para existir esse algo para ter a nada. Se nada é possível de criar da nada, é evidente que a coisa criada teve que originar-se de alguma maneira. Deus é a resposta. Naturalmente, Deus não é suscetível de ser incluído nesta premissa científica. O Criador está muito lá sobre sua criação. Este mundo nosso é caracterizado por suas limitações. Nós somos sujeitos ao esquema espaço-tempo e é-nos inconcebível uma realidade em que esta estrutura não é aplicada.

Deus, como criador supremo, não é limitado por estas leis que ele mesmo legislou. A Escritura diz: MIL ANOS PARA ELE É UM ONTEM QUE PASSOU...
Em resumo, tem que existir um criador que não seja sujeito àquelas leis físicas que ele mesmo criou. Deus é eterno, e existiu sempre. E este universo em que nós vivemos, é sua criação. Esta é a razão pela que eu posso afirmar sem nenhuma dúvida que DEUS EXISTE.

O universo ou tem um princípio no tempo ou existe de sempre. Que existe de sempre, significa que quando chegar o momento atual, o tempo passado foi infinito (vem do infinito sem princípio); isto significa que terminou de acontecer o curso de um tempo infinito, mas um tempo infinito, não pode terminar de acontecer, razão pela que é contradictorio, razão pela que o tempo tem que ter um princípio. O universo tem um princípio, ou existe porque se criou a Si mesmo, ou ele deve sua existência a alguma causa externa.

Nem cientificamente, nem filosoficamente, neste universo é sabido que nada apareceu sem causa. Raçao pela que o universo tem que ter uma causa: tem um criador, a quem chamamos Deus. Àqueles que asseguram que Deus é uma invenção da mente humana dizer-lhes que, bem ao contrário, Deus é encontrado pelo raciocínio da mente humana. É a resposta encontrada com o intelecto ao seguinte raciocínio: nada é criado nem destruído, conseqüentemente: Onde nasce este universo?

Deus não é parte deste universo, é o criador deste universo. Analogamente a um pintor, ele não é parte do painel, é o pintor do painel. O universo é um trabalho e um trabalho diz que há um trabalhador, o universo é entre outras coisas, o meio a través do qual Deus nos dá uma idéia Si mesmo.
SUMÁRIO:
De onde sae o universo?
Dilema 1:
a) Ou existe de sempre ou
b) Tem um princípio no tempo.
a) Existe de sempre? Considerando um momento de tempo, até esse momento de tempo, uma estadia infinita tinha passado, acontecimento terminado ao chegar o momento considerado. Mas uma estadia infinita não pode terminar de acontecer, é uma contradiçao. Conseqüentemente:
b) o universo tem um princípio. Se o universo tiver um princípio:
Dilema 2:
c) Apareceu da nada ou
d) Alguém externo criou-o.
c) Aparece do nada: seria o primeiro caso similar, não é sabido no universo de nada que non tenha uma causa. Seria um único. Tudo tem uma causa em algo externo a ele.
d) Conseqüentemente, o universo, tem um princípio e foi criado. Deus existe.
Todo o precedente nem é intuiçao, nem fé, é
raciocínio, lógica, filosofia.

A observação, a experimentação e a intuiçao não são incompatíveis com a fé. Cada tem seu campo e aqueles campos são perfeitamente compatíveis. Tudo não é ciência, existem outras diversas coisas. As ciências a única coisa que explicam são COMO as coisas acontecem, nunca por que. A ciência não pode dar a razão de todas as coisas, sendo uma ciência cerrada, que não necessite qualquer coisa máis, possa dar a razão de A com B; de B com C, C com D... a última razão deve ser ciência exterior, não se sabe de nenhuma ciência cerrada.
No ano 1999, S. S. JoãO Paulo II aceitou como "mais que provável", as teorias dos evolucionistas.

Isto não supõe nenhuma contradicçao com a Bíblia. A Bíblia não é um livro de ciência, para compreendela é necessário interpretar a mensagem, não as palavras concretas. A mensagem do Génese é que Deus criou ao homem. Chame-se a este Adam e Eva ou Grande-Explosao; o fato é que esse Deus, o criador, é essencial para explicar a existência do universo. S. S. o papa adicionou também uma outra questiao essencial à mensagem "A ALMA VEM DE DEUS". Este é o coração do assunto. A alma é originada diretamente por Deus.

Como disse a Bíblia em determinada passagem: EU CONHECI-O ANTES QUE VOCÊ ESTÊVE GERADO NO VENTRE DE SUA MAE. Neste caso, Deus fala sobre o espírito, não do corpo físico, que não existe ainda. Deus inssufla o espírito no corpo uma vez que a concepçao ocorre.
A Igreja católica aceita a teoria da evolução, da qual numerosas probas existem. E ao contrário de muitas igrejas protestantes, não interpreta a Bíbia literalmente. É mais, declara que em sua análise, segura nas perguntas puramente teológicas, a ciência histórica prevalece sobre ela.

O creacionismo dos mormoms, por exemplo é incompatível com a evolução, mas o creacionismo católico é perfeitamente compatível: Deus cría o mundo e as potencialidades são desenvolvidas durante todo os milenios seguintes.
Uma vez que compreendemos que o Velho Testamento está escrito frequentemente em língua simbólica ou mitologica, é absurdo a interpretar literalmente. Eu não acredito que há um problema para ver no Génese uma explanação que possa ser compatível com o evolucionismo (pre-cientista, fabuloso e tudo o que queiramos, mas compatível).

Em nenhum caso, eu não acho nenhum problema em aceitar as teorias científicas e em continuar pensando que o mundo estêve criado por Deus. Uma coisa não exclui a outra.
Que Deus nos ajude!

domingo, 4 de março de 2012

Reflexão - O que é a vida?

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.

Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.

Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.

Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados, sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.

Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo? Não é nada em relação a nossa grande missão. E que missão!

Fique em Paz! E que Deus nos ajude!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O verdadeiro Evangelho

Depois de toda uma vida dedicando-se à uma instituição chamada de Igreja e ao caminho que sempre lhe pareceu o certo,voce esta diante de uma dolorosa dúvida: como é possível ser cristão há tanto tempo e, ainda assim, se sentir tão vazio?

A resposta deste vazio esta na transformação da igreja de Cristo em uma instituição, empresa e organização religiosa, voltada a obter recursos financeiros, foi ai que iniciou-se um processo de perda da verdadeira essencia e identidade da Igreja plantada por Jesus Cristo. Infelizmente, nos dias atuais é difícil econtrarmos dirigentes dessas igrejas, pregando a verdade expressa claramente nas escrituras, pregam de forma a atender os seus interesses pessoais e financeiros da instituição , esquecendo de mostrar para seus membros o caminho verdadeiro de um evagelho voltado para a salvação pessoal e do seu proximo.

O que temos visto é uma suposta igreja de Cristo se afundando em uma religiosidade adaptada para aceitar todo tipo de praticas do mundo(isso para obter mais recursos financeiros), esquecendo das praticas ensinadas por Jesus, também, do dever do Cristão de ser Luz para o mundo, tendo uma vida reta e exemplar na sociedade.

O sal se tornou insípido. A luz está colocada dentro de quatro paredes de uma suposta igreja. A casa foi construída na areia. O Cristo está à porta, mas não lhe abrem passagem. E juram de pé junto com base nas estatísticas de crescimento de sua instituição que estão certos, que Deus esta presente.
A emoção corre solta nos cultos, em pulpitos que parecem palcos de verdadeiros espetaculos da Broadway, isso acontece durante os louvores, pregaçoes, testemunhos e oraçoes com aparatos, palavras e vigor para induzir uma falsa emoção que dura até no máximo ao primeiro passo fora dali, quando o mundo volta a girar em torno do centro da terra, e as panças bem forradas, nem lembram que existem pessoas necessitando de alento e de Cristo.

Esses maravilhosos pregadores e dirigentes, gostam da midia (Tv, Radio, Jornais e Cultos online), esquecendo que muitos necessitam de contato e calor humano para se achegarem a um Cristo verdadeiro e nao ao um cristo moldado aos tempos atuais e interesses da instituição. Enfim, temos uma suposta igreja de Cristo, voltada para o marketing "uma linha de produtos com a cara da massa”.

O mandamento era ide e fazei discípulos, e o que fizeram? Cínico proselitismo. E sabe por quê? Porque esta igreja atual é uma farsa e estão arregimentando novas “almas” para compor uma sofisticada logística do entretenimento entre quatro paredes. Domingo a pós domingo, testemunhos após testemunhos, mensagem após mensagem, louvor após louvor, dízimo após dízimo, pregadores dizem por conveniência coisas que Cristo não disse e omitem outras que ele disse.

Paulo sempre escrevia para Timóteo falando acerca do valor e utilidade das Santas Escrituras. E, na 2ª Epístola de Paulo à Timóteo, capítulo 4, versículos 1 ao 5, Paulo lhe recomendava:

"Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu Reino: prega a palavra, insta, que seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longaminidade e doutrina, pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o seu ministério".

Temos que viver o verdadeiro evangelho das Santas Escrituras e prega-las para outras pessoas, abrir os olhos do mundo para a salvação proposta por Cristo, sem adaptar, sem criar atalhos, sem defender interesses proprios. Vamos ser verdadeiros discipulos de Cristo, levando ao mundo a verdade expressa no evangelho.

Temos que voltar à verdadeira forma de comunhão com o Pai celestial através de seu filho Jesus Cristo.

Abraços…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu e Deus

Por gentil pereira santos

Creio em Deus. Mas o que significa crer em Deus? Será que crer em Deus significa não matar, não roubar, não mentir, não adulterar ou não se prostituir?

Oras, se os que mentem dizem acreditar em Deus e os que matam, matam muitas vezes em nome Deus... Então não matar, ou roubar, ou mentir, ou não adulterar não tem nada haver com a minha crença em Deus, pois que muitas ou muitos que se prostituem acreditam em Deus.

Mas então o que significa acreditar em Deus? Será que podemos relativar a crença em Deus dentro de dogmas religiosos? Acreditar em Deus é ter um padrão de caráter mais elevado?

O que significa acreditar em Deus? Será que significa ser melhor que os outros que teêm uma religião diferente ou um deus diferente, e isso então me faz pensar que sou um ser melhor que os outros?

O que significa acreditar em Deus efetivamente? Porque se acreditar em Deus significa ser mais digno socialmente, é preciso reformular-mos o conceito "acreditar em Deus" porque muitos que dizem acreditar em Deus são indgos de dizerem que acreditam em Deus.

Que Ele

nos ajude!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pastor Ricardo Gondim, Afirma Que Ateus Têm De Ser Ouvidos E Respeitados



O pastor Ricardo Gondim (foto), 54, da Assembleia de Deus Betesda, disse que “quem não acredita em divindade, mas tem valores éticos” precisa ser ouvido e respeitado.

No Brasil, onde os ateus sofrem preconceito no mesmo nível dos usuários de drogas, uma abordagem positiva sobre eles por parte de um pastor se destaca por ser uma exceção.
Em entrevista ao canal Futura, Gondim disse que gosta de dialogar com ateus – excluídos aqueles que defendem a extinção das religiões – porque eles lhe ajudam na formulação de conceitos e definições sobre Deus.

Afirmou que os questionamentos dos ateus tiram-no de uma área de conforto, ajudando-o a caminhar em direção a Deus. “Eles [os ateus] tiram o religioso do dogmatismo”, disse. “O diálogo com ateus e agnósticos é muito fértil.”

Gondim é um crítico do movimento neopentecostal brasileiro, “um sub-grupo do cristianismo”, conforme diz. Em 2010, ele escreveu que teme que o Brasil se torne um país de maioria de evangélicos porque haveria uma catástrofe cultural. “Como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu?”
Escreveu, também, que não aceita a ideia de que Deus está no controle de tudo porque, se assim fosse, Ele teria de ser responsabilizado pelas mazelas deste mundo.

Por causa dessas afirmações, Gondim foi duramente criticado por lideranças evangélicas e fiéis. Foi dispensado de uma revista onde era colaborador havia anos e houve quem dissesse que tinha se tornando em um pastor herege.

Na entrevista do Futura, levada ao ar no dezembro, Gondim defendeu o diálogo entre religiosos e ateus porque, para ele, as religiões não podem se colocar como “donas da verdade”. “A verdade não pertence a uma tradição religiosa.”

Ele citou um teólogo para dizer que os ateus éticos estão conectados ao divino, porque “Deus vai além da ideia de Deus”.

Assista a entevista: ( cole e copie) http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zBPP7Yd-FZo

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A rosa e sua nobreza

eu era um grão,
pobre grão jogado,
displicentemente num canto qualquer.
Mãos sensíveis de um jardineiro,
que se dizia ex-futuro pianista,
plantou-me em seu jardim.
Um botânico, certamente curioso,
ao ver-me afirmou categoricamente:
- deste grão não nascerá rosa
- rosa não brotará, afirmou
um advogado...

Semente irresignada
libertei-me do mutismo
e disse para mim mesma:
São todos loucos, todos eles...
Dias depois
Nasci!
Esplendorosa e bela rosa.

(Antônio Moreira)
Poema extraído do livro Antologia XI pg 07
Centro literário de Rio Claro - CLIRC

domingo, 1 de janeiro de 2012

Natal, uma vez por ano

Eu era menino e achava que o natal devia acontecer todas as semanas. Depois, na adolescência, pensei que um por domingo era demais. Na vida adulta, acabei me contentando com dois natais: o meu e o de Cristo.

Chego à madureza sem detestar ou supervalorizar o natal.
Acho bom que uma vez por ano pelo menos, alguns saiam da rotina e visitem hospitais, lares de idosos, creches. Sei, sei, isso devia ser feito semanalmente. Concordo, natal serve para aliviar a consciência de quem gastou os outros trezentos e sessenta e poucos dias do ano basicamente com ele mesmo. Mas não sejamos tão cruéis com a humanidade – pequenos gestos valem.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, procuramos nos comportar como o Samari
tano da parábola. Mesmo com todo o apelo consumista, intuitivamente, recordamos que Jesus de Nazaré contou aquela estória não só para nos ensinar a ser bons, mas para deixar claro quem viverá com Deus. Certo rapaz perguntou-lhe o que devia fazer para herdar a vida eterna. “Ame a Deus e ao seu próximo”, respondeu o Rabino de Cafarnaum. Como não estava mesmo interessado com a resposta, o mancebo retrucou: “E quem é o meu próximo?”

Daí nasceu a parábola: “Um homem viajava por uma estrada deserta e perigosa. Assaltantes o abordaram e tiraram tudo o que possuía; depois de espancar, deixaram o pobre meio morto na beira da calçada. A caminho dos ofícios religiosos, passavam por ali sacerdote e teólogo. A dor do que agonizava não os sensibilizou. Eles não pararam; provavelmente, sem tempo para socorrer o moribundo.

Mas um estrangeiro o viu naquele estado miserável e se condoeu. Parou e cuidou dele”. O arremate de Jesus foi contundente: “Aprenda a reconhecer no desconhecido o seu próximo. Se quiser herdar a vida eterna, cuidado, nunca seja indiferente; aja como o samaritano”.
Acho bom que uma vez por ano pelo menos, nos lembramos de reunir família e gente querida ao redor da mesa. Juntos fazemos uma refeição litúrgica e comer se torna um rito sagrado.

Avisamos à alma: precisamos parar e esperar uns pelos outros. Dizemos que “com-panhia” (com-pão) tem a ver com a alegria de repartir. De tarde, enquanto se prepara a comida, do forno quente brotam memórias. Empilhados, cada prato tem dono (alguns se foram, meu Deus, quanta saudade!). E o brinde promete continuarmos juntos, venha o que vier. Jantamos. As grades do berço primordial, que um dia nos protegeu, ganham ares de parapeito.

As pessoas que amamos são o parapeito, a segurança mínima, que precisamos na vida inclemente, e no precipício do tempo.
Acho bom que uma vez por ano pelo menos, acendemos luzes e, de alguma forma, nos conectamos a Deus, pai das luzes, que não abriga sombra em seu caráter. Se somos ambíguos e sutis em nosso convívio, no natal procuramos ser íntegros. Esforçamo-nos para não deixar o lado cavernoso, dissimulado, escuro, reinar sobre o resto de nossa humanidade. Escrevemos votos de alegria, reanimamos a esperança e apostamos na grandeza do outro.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, celebramos o Deus menino. O reino celestial, nos garantem os Evangelhos, tem características infantis. Cristãos festejam a fragilidade do bebê que dependeu dos braços maternos e das decisões paternas para sobreviver. Esvaziado, humilde e carente, Deus se revelou à humanidade numa estrebaria.

Talvez nessa revelação repouse a mais alvissareira mensagem do cristianismo: Deus abraçou a humanidade em sua pequenez. Desde cedo, no desterro do Egito, conviveu com olhares odiosos. Criticado dentro de casa, soube amargar a incompreensão. Caçado e morto por sacerdotes e políticos promíscuos, experimentou o abandono derradeiro.

No que sofreu, Jesus se tornou o patrono dos desgraçados, paraninfo dos sem-teto, amigo de proscritos. Ele é o ânimo dos que se desgastam pela justiça; o aceno de esperança para os que nadam contra a correnteza. Nele reside a promessa de que o bem semeado no mar da iniquidade jamais será esquecido.

Acho bom que uma vez por ano pelo menos, cuidamos para que cínicos não tomem conta da vida. Sempre vale a pena celebrar, se acendemos uma centelha, um brilho, nos olhos de algum pobre, doente, idoso, discriminado, exilado, viciado, abandonado. Se não conseguirmos, podemos até fingir que estamos alegres no natal; quem sabe a gente gosta de se sentir alegre e quer repetir o natal em outros dias?


Por Ricardo Gondim
Soli Deo Gloria

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Natal, o que é isso?

Muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são origens pagãs ou católicas, a influência mercadológica nos dias de hoje e uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para os cristãos comemorarem o nascimento de Cristo – atenção, comemorar o nascimento de Cristo – em uma data qualquer (ou no dia 25 de Dezembro). Iremos abaixo apresentar resumidamente alguns argumentos e referências sobre o assunto.
Em 2010 postamos um texto de John Piper onde ele trata sobre a relevância da origem pagã do Natal. John MacArthur respondendo a pergunta “os cristãos devem celebrar o natal?” argumenta:

As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.
Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:
Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).
De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.


Mark Driscoll diz que quando se trata de questões culturais os cristãos têm três opções: Rejeitar, Receber ou Redimir.

Receber – Há coisas na cultura que fazem parte da graça comum de Deus a todas as pessoas, as quais um cristão pode simplesmente receber. É por isso que, por exemplo, estou digitando em um Mac e vou postar neste blog na internet sem ter que procurar um computador ou um formato de comunicação expressamente cristãos.
Rejeitar – Há coisas na cultura que são pecaminosas e não benéficas. Um exemplo é a pornografia, que não tem valor redentor e deve ser rejeitada por um cristão.
Resgatar – Há coisas na cultura que não são ruins em si mesmas, mas podem ser usadas de uma forma pecaminosa e, portanto, precisam ser resgatadas pelo povo de Deus. Um exemplo que teve grande repercussão na mídia é o prazer sexual. Deus fez nossos corpos para, entre outros fins, o prazer sexual. E, embora muitos tenham pecado sexualmente, como cristãos, devemos resgatar este grande dom e todas as suas alegrias, no contexto do casamento.


Dentro dessa perspectiva, há aqueles que rejeitam o Natal (e não há problema nenhum, desde que se atentem as repreensões de Paulo em Romanos 14). Cremos, contudo, que temos a oportunidade de resgatar esta festividade, usando-a para os seguintes fins:

Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.
O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).
Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.
Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.


E que Deus nos Ajude!

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/12/redimindo-o-natal/

No Natal, Igreja Renascer sorteará apartamento de luxo no valor de R$ 400 mil com carro na garagem

A igreja Renascer em Cristo está promovendo um sorteio de um apartamento de luxo, totalmente mobiliado e com carro na garagem. O concurso natalino está sendo usado para arrecadar verbas.

Um pastor da Igreja que não se identificou afirmou que a igreja precisa inovar para conseguir maiores arrecadações. "Sabe, é como se fosse uma indústria, você tem que jogar suas fichas em um novo produto para tentar alavancar suas finanças. Ou você tenta algo novo, vendê-la para o maior número de pessoas e cobrir seus gastos e tentar lucrar, ou então, ficaremos na velha mania de pedir dez por cento. O apóstolo é um gênio nessa área", afirmou o pastor ao Folha Renascer.

Membros da igreja não sabem explicar a origem do apartamento de luxo, que possui três dormitórios com uma suíte, closet, dormitório para empregada, sacada aberta, duas vagas desmarcadas na garagem e aquecimento central a gás. O imóvel está avaliado em R$ 400 mil, sem levar em conta o valor do carro.

O sorteio será realizado pela loteria federal no dia 24 de dezembro, e caso o sorteio não contemple um ganhador, o prêmio ficará para a Renascer.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O verossímil e o inverossímil

Verossímil significa semelhante à verdade. E o seu contrário significa semelhante ao falso.
Uma narrativa pode parecer verdadeira(verossímil) e ser verdadeira ou falsa.
Ou pode parecer falsa(inverossímil) e ser verdadeira ou falsa.

O interesse sobre o assunto é maior quando temos as seguintes duas combinações:
1-Narrativa verossímil e falsa
2-Narrativa inverossímil e verdadeira

Os mentirosos utilizam a combinação 1 para enganar. Tanto mais bem sucedidos quanto melhor usarem as técnicas de verossimilhança.

Outras pessoas, comprometidas com a verdade, já passaram por apuros ao narrar tão estranhos e bizarros fatos que, de tão fantásticos, não foram acreditados. Apesar de realmente terem ocorrido. Esse é um exemplo da combinação 2.

Outros nomes para narrativas verossímeis: história que convence, história coerente.
Outros nomes para narrativas inverossímeis: história para boi dormir, história sem pé nem cabeça.

O verossímil e o inverossímil

Verossímil significa semelhante à verdade. E o seu contrário significa semelhante ao falso.
Uma narrativa pode parecer verdadeira(verossímil) e ser verdadeira ou falsa.
Ou pode parecer falsa(inverossímil) e ser verdadeira ou falsa.

O interesse sobre o assunto é maior quando temos as seguintes duas combinações:
1-Narrativa verossímil e falsa
2-Narrativa inverossímil e verdadeira

Os mentirosos utilizam a combinação 1 para enganar. Tanto mais bem sucedidos quanto melhor usarem as técnicas de verossimilhança.

Outras pessoas, comprometidas com a verdade, já passaram por apuros ao narrar tão estranhos e bizarros fatos que, de tão fantásticos, não foram acreditados. Apesar de realmente terem ocorrido. Esse é um exemplo da combinação 2.

Outros nomes para narrativas verossímeis: história que convence, história coerente.
Outros nomes para narrativas inverossímeis: história para boi dormir, história sem pé nem cabeça.

As operações do espírito humano a serviço do conhecimento racional

O espírito humano, para adquirir conhecimento, utiliza a razão desse modo: ele realiza uma seqüência temporal de três operações: a simples apreensão, o juízo e o raciocínio.

A primeira operação.
Quando nosso espírito faz ato de simples apreensão, ele se contenta em apreender uma coisa sem nada afirmar ou negar. Esse ato não supõe nenhuma outra operação intelectual antes dele. Apenas as operações dos sentidos(visão, audição, tato, paladar, olfato e o sexto sentido) podem ser anteriores à simples apreensão.

A segunda operação. Após o ato de apreender, o nosso espírito estará apto a julgar(afirmar ou negar, juntar ou separar). Pelo juízo, o espírito declara-se de posse da verdade sobre este ou aquele ponto.

A terceira operação. O raciocínio é a operação mais complexa do nosso espírito. O raciocínio nos leva das coisas que conhecemos para as coisas que ainda não descobrimos ou demonstramos. O raciocínio calcula juízos previamente concebidos com o objetivo de concluir.

Exemplos:
Simples apreensão: "homem", "mortal", "Sócrates".

Juízo: "Todo homem é mortal", "Sócrates é homem".

Raciocínio: Calcula os juízos e conclui: "Logo, Sócrates é mortal".

Post Scriptum:
O sexto sentido indica a posição do corpo em relação ao campo gravitacional. As "pedrinhas" do laririnto rolam sempre para a posição de menor energia potencial e, assim, excitam terminações nervosas dentro do canal. Só quem tem labirintite sabe como faz falta ter um sexto sentido sadio.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Abolindo o uso da aliança. quem dera.

O anel de noivado usa-se no dedo anelar da mão esquerda. Desde os egípcios que o anel de noivado é usado neste dedo: eles acreditavam que nele existia um vaso sanguíneo com a ligação mais direta ao coração. Se fosse para abolir todas as ações pagãs essa(a aliança)seria a primeira delas.

Tanto o noivo como a noiva, devem sair de casa com o pé direito.

Na véspera do casamento, os noivos não devem dormir sob o mesmo tecto. Dá azar. Para quem já vive junto antes do grande dia, fica complicado! Tradição a quanto obrigas!
Antes de sair para a cerimónia a noiva deve dar o último ponto no vestido.

O casamento- a cerimonia- a festa:
Se actualmente os pais dizem que os seus “filhos se casam” nem sempre foi assim.
Antigamente, no período do reino do sistema patriarcal “os pais casavam os filhos”, e davam-lhes casa, propriamente dito, cedendo á nova família uma parte de suas propriedades, casa e terras. Daí o “casar”, dar casa.

O casamento deve combater um monstro que tudo devora: o costume"
citação de Honoré de Balzac

Não corra o risco de não se casar!
Não deixe ninguém lhe varrer os pés, pois lhe varreria a sorte.
Não experimente alianças de casamento de outras pessoas. Você não quer viver o casamento dos outros, quer o seu!
Não se sente ao canto da mesa. Você não quer ficar “ao canto”.

No decorrer do seu namoro, o par de namorados não devem ser padrinhos de casamento de outros.

Vamos abolir o uso do anel de aliança então. Deixemos de ser religiosos...